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Tragédia em Ouro Preto: Helicóptero do Corpo de Bombeiros cai durante operação de resgate e deixa seis mortos

Divulgação/Corpo de Bombeiros MG

Uma operação de resgate que já enfrentava condições adversas em Ouro Preto, Minas Gerais, resultou em uma tragédia ainda maior. Um helicóptero que transportava uma equipe do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais caiu no sábado, 12 de outubro, vitimando fatalmente os seis tripulantes a bordo. A equipe participava das buscas por um avião monomotor que havia caído na região montanhosa do município histórico.

Acidente em meio a uma missão de resgate

A tripulação do helicóptero era composta por quatro membros do Corpo de Bombeiros, além de um médico e um enfermeiro. Todos estavam a caminho da região onde um avião monomotor havia caído, com o objetivo de localizar e socorrer possíveis sobreviventes. A equipe já havia conseguido acessar o local do acidente do monomotor e aguardava uma melhoria nas condições climáticas para retornar. As vítimas da queda do helicóptero foram identificadas inicialmente apenas pelos primeiros nomes divulgados pela corporação: capitão Wilker, tenente Victor, sargento Wellerson, sargento Gabriel, o médico Rodrigo e o enfermeiro Bruno Sudário.

O helicóptero desapareceu no final da tarde de sexta-feira, 11 de outubro. Durante horas, a aeronave foi considerada desaparecida, até que foi localizada na manhã seguinte em um ponto de difícil acesso em uma área montanhosa e íngreme, característica da topografia da Serra do Espinhaço, onde se situa Ouro Preto.

Desafios da operação e o último contato da tripulação

De acordo com o 1° Tenente Henrique César Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o comandante da aeronave havia relatado, em seu último contato, que não havia visibilidade e que as condições climáticas não ofereciam segurança para a decolagem e o retorno da missão. A equipe já estava em campo há algum tempo, e as buscas eram extremamente complicadas devido ao terreno acidentado, com desníveis de cerca de 300 metros, e também devido à forte chuva e à densa neblina que se intensificaram ao longo da madrugada.

“O comandante do helicóptero era um profissional altamente experiente em operações de resgate, inclusive participando da operação de Brumadinho, um dos maiores desastres recentes do país”, relatou Barcellos, referindo-se ao rompimento da barragem da Vale em 2019, que vitimou mais de 200 pessoas. A experiência da tripulação reforça o sentimento de consternação, pois estavam habituados a lidar com situações de extremo risco.

Operação de resgate das vítimas

Logo após a confirmação da queda do helicóptero, uma grande força-tarefa foi mobilizada para o resgate dos corpos das vítimas. Cerca de 80 profissionais, entre bombeiros, policiais militares, agentes da Força Aérea Brasileira (FAB) e membros da Defesa Civil, foram destacados para a operação de recuperação dos corpos, que seriam encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.

“A aeronave já foi localizada, mas o ponto onde ela se encontra é de difícil acesso. Estamos trabalhando para realizar a remoção dos corpos com toda a segurança e preservação”, explicou Barcellos. O terreno montanhoso e as condições climáticas adversas continuam dificultando o avanço das equipes de resgate.

Comoção e repercussão

A queda do helicóptero gerou grande comoção em todo o estado de Minas Gerais e no país. O governador Romeu Zema (NOVO) utilizou suas redes sociais para expressar solidariedade e lamentar a trágica perda dos profissionais que dedicavam suas vidas ao serviço público. Em sua mensagem, publicada na rede social “X” (antigo Twitter), Zema prestou condolências aos familiares das vítimas, destacando a dor e o sofrimento que a tragédia provocou.

“Uma trágica perda. Meus sentimentos e orações estão com os familiares e amigos dos heróis que perderam suas vidas enquanto trabalhavam para salvar outras. Que Deus conforte a todos neste momento tão difícil”, escreveu o governador.

Outras autoridades também se manifestaram, destacando o comprometimento e o profissionalismo dos bombeiros e profissionais de saúde que estavam a bordo. O resgate em áreas de difícil acesso e sob condições climáticas severas faz parte da rotina de muitas equipes de salvamento, mas acidentes como esse expõem o elevado nível de risco a que esses profissionais estão submetidos.

O impacto sobre a comunidade e os próximos passos

As investigações sobre as causas da queda do helicóptero estão em andamento. A Aeronáutica enviou uma equipe de peritos para realizar a análise do local e da aeronave, que será fundamental para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Para a corporação, a perda de quatro bombeiros em uma só operação é um golpe devastador. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais é reconhecido nacionalmente por sua eficiência e dedicação em operações de socorro, muitas vezes trabalhando sob condições extremas, como foi o caso da tragédia de Brumadinho e, agora, este acidente em Ouro Preto.

A comunidade mineira, já abalada pelo acidente inicial com o avião monomotor, está de luto pelas vidas perdidas, tanto no acidente original quanto na queda do helicóptero. Em meio ao pesar, o trabalho das equipes de resgate continua, com foco em honrar a memória daqueles que caíram em serviço.

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