O Ministério Público do Trabalho recebeu quase 585 denúncias de assédio eleitoral durante este ano. Esse tipo de assédio ocorre quando funcionários são submetidos a coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento no contexto de um processo eleitoral com o intuito de influenciar ou manipular votos, apoio político ou manifestações políticas.
Até a presente data, o MPT já havia registrado 583 denúncias de assédio eleitoral em 2026, sendo mais de 200 delas apenas no mês de setembro.
A região Sudeste lidera em quantidade de ocorrências, com 207 denúncias, seguida pelo Nordeste, com 144 registros. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte estão entre os locais com maior número de denúncias.
Dados do Painel de Assédio Eleitoral da Justiça do Trabalho revelam que, entre maio do ano anterior e o presente momento, 815 processos foram ligados ao tema.
As denúncias incluem ameaças de demissão ou prejuízos no ambiente de trabalho devido aos resultados eleitorais, imposição de uso de materiais de campanha, perseguição por divergências políticas e constrangimento para apoiar ou participar em atividades relacionadas a determinadas candidaturas.
A tecnologia tem sido uma ferramenta fundamental para esse tipo de comportamento, com mensagens em grupos de WhatsApp corporativos, e-mails e reuniões online podendo configurar assédio eleitoral. Um levantamento do Tribunal Superior do Trabalho constatou que mais de 67% dos processos analisados envolviam meios virtuais, sendo o WhatsApp o instrumento utilizado em 37% dos casos.
Desde agosto, a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho estão promovendo a campanha nacional “No Meu Voto Mando Eu”, que faz parte da Aliança pelo Voto Livre e Secreto.
Para denunciar casos de assédio eleitoral, é possível acessar os canais de denúncia disponibilizados por cada órgão no site da campanha.
