O tenente-coronel Geraldo Neto, atualmente preso sob a acusação de matar sua esposa, a soldado Gisele Alves, está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. O oficial divide uma cela com outros três policiais militares há mais de um mês, cumprindo uma rotina que inclui até cinco refeições diárias e duas horas de banho de sol.
Gisele Alves foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal no Brás, em 18 de fevereiro. O Ministério Público alega que a soldado planejava se separar e que o marido, de 53 anos, não aceitava a separação. Neto nega as acusações e afirma que a esposa tirou a própria vida após ele pedir o divórcio, mas permanece detido preventivamente por ordem judicial.
Rotina no presídio militar
Segundo informações da Polícia Militar, Neto está na ala do regime fechado, dividindo a cela com outros três reeducandos. A rotina dos presos inclui três refeições principais e duas complementares, além de direito a visitas de familiares e assistência de saúde e psicológica.
O oficial, que está no primeiro estágio do regime fechado, recebeu um abraço caloroso de um policial militar ao chegar ao presídio. A progressão para fases menos restritivas depende do comportamento e avaliações internas dos presos.
Privações e possibilidades
Neto passa 22 horas por dia na cela do presídio militar Romão Gomes e está impedido de exercer autoridade hierárquica dentro da unidade. Apenas os presos do regime semiaberto podem participar de atividades como a manutenção de horta e criação de galinhas, destinadas à produção de ovos na prisão.
Criado em 1949 e destinado exclusivamente a policiais militares, o Presídio Militar Romão Gomes abriga atualmente cerca de 250 detentos. A unidade conta com uma ala feminina separada dos homens. Apesar de relatos de fugas no passado, a Polícia Militar afirma oficialmente que houve apenas um caso em 2016, com recaptura imediata do detento.
Fonte: https://g1.globo.com
