Uma decisão polêmica da Suprema Corte dos Estados Unidos gerou controvérsias e denúncias de golpe eleitoral por parte de entidades do movimento negro e dos direitos civis do país. A maioria conservadora do tribunal derrubou o mapa eleitoral para o Congresso do estado de Louisiana, levando à indignação de diversos líderes.
Denúncia de golpe contra democracia americana
O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson, classificou a decisão como um golpe devastador para a democracia e a Lei dos Direitos de Voto. Segundo Johnson, a Suprema Corte traiu os eleitores negros e a própria América ao modificar os distritos eleitorais baseados em critérios raciais.
Possível favorecimento a Trump
Com a mudança nos distritos de Louisiana, analistas apontam que a decisão pode beneficiar os republicanos e o presidente Donald Trump. O cancelamento das primárias e as alterações nos mapas eleitorais levantam preocupações sobre a manipulação do sistema em favor de determinados partidos políticos.
O Reverendo Al Sharpton, presidente da National Action Network, criticou fortemente a decisão da Suprema Corte, afirmando que desmantelou o trabalho de Martin Luther King na luta pelos direitos de voto. A polêmica chegou ao presidente Trump, que celebrou a decisão como uma vitória.
Enquanto os democratas prometem reagir para evitar a perda de representação e combater a manipulação eleitoral, a questão se torna central em um momento crucial para o cenário político americano, especialmente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.
