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Situação crítica da Delegacia da Polícia Civil em Cravinhos, SP choca promotor: ‘Não dá para chamar de delegacia’

G1

A Delegacia da Polícia Civil de Cravinhos, em São Paulo, foi alvo de duras críticas do promotor de Justiça Marco Antônio Custódio. Ele descreveu as condições do prédio que abriga a delegacia como o pior cenário que já presenciou em sua carreira.

Durante uma inspeção que resultou no pedido de interdição do local, Custódio afirmou que a situação era tão grave que o prédio não poderia sequer ser considerado uma delegacia. Segundo ele, as condições expõem os servidores a ambientes perigosos e insalubres.

Marcas de infiltração, cheiro de mofo intenso, estrutura deteriorada, rachaduras e até capas nos computadores para protegê-los da chuva são alguns dos problemas apontados pelo promotor. A situação, além de afetar os funcionários, também impacta negativamente a população atendida no local.

Problemas estruturais e negligência

O Ministério Público solicitou a interdição da Delegacia de Cravinhos devido a uma série de problemas estruturais, incluindo janelas sem vidro, bancos quebrados, fiação exposta e acúmulo de materiais. A Vigilância Sanitária constatou a condição insalubre do local.

O prédio que hoje abriga a delegacia já foi uma cadeia e, após décadas, apresenta sinais claros de abandono. Imagens recentes revelam infiltrações, pintura descascando e celas utilizadas como depósitos.

Cobrança por soluções imediatas

O promotor Marco Antônio Custódio cobrou ação imediata das autoridades. Ele emitiu uma recomendação para que o governo do estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública apresentem um projeto para a realocação dos serviços da delegacia em até 30 dias.

A Secretaria de Segurança Pública informou que avalia melhorias no imóvel, mas não estabeleceu um prazo para o início das obras. Enquanto isso, a população e os servidores continuam expostos a um ambiente precário e indigno.

A situação da Delegacia da Polícia Civil em Cravinhos, SP, revela um quadro alarmante de negligência e descaso com o serviço público. A espera por uma solução efetiva coloca em risco a segurança e a saúde de todos os envolvidos.

Fonte: https://g1.globo.com

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