Durante a sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Jorge Messias adotou um tom conciliador e defendeu a importância da harmonia entre os poderes. Indicado há cinco meses para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Messias abordou temas como democracia, credibilidade da Suprema Corte e a necessidade de autocontenção do STF para garantir a harmonia institucional.
O indicado destacou que a política atualmente parece estar em um terceiro turno, o que tem tensionado a relação entre os poderes e tentado transformar o STF em uma espécie de terceira casa legislativa. Messias rejeitou essa visão, ressaltando que o STF não deve atuar como o PROCON da política, mas também não pode ser omisso em suas atribuições.
Estado laico e posicionamentos pessoais
Como evangélico, Messias defendeu a laicidade do estado, destacando a importância de uma laicidade colaborativa, sem favorecer nenhum grupo religioso. Ele enfatizou seu compromisso em combater qualquer forma de preconceito, incluindo a união homoafetiva, mas se posicionou firmemente contra o aborto, respeitando sua convicção pessoal e sua posição institucional.
Transparência e moralidade na atuação
Questionado sobre episódios como 8 de janeiro e fraudes no INSS, Messias destacou a importância da atuação da Advocacia-Geral da União na investigação e recuperação de recursos desviados. Sobre questões salariais, ele defendeu a transparência e moralidade, ressaltando a importância do teto constitucional para todos os servidores públicos.
Ao abordar temas como conflitos agrários, demarcações de terras, e preservação ambiental, Messias enfatizou a necessidade de conciliação e equilíbrio entre diferentes interesses, buscando sempre o respeito mútuo e a busca por soluções que beneficiem a sociedade como um todo.
