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Rioprevidência assegura pagamento apesar da liquidação do banco master

Agência Brasil

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) comunicou que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, mesmo após a liquidação do Banco Master. A autarquia confirma ter investido cerca de R$ 960 milhões no banco, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal.

A responsabilidade do Rioprevidência é a gestão dos pagamentos de aposentados e pensionistas, enquanto a Secretaria de Fazenda cuida dos servidores ativos. A folha de pagamento do governo do estado do Rio abrange 421.793 servidores, dos quais 177.925 são ativos e 84.385 são pensionistas, incluindo policiais militares, civis, bombeiros e servidores da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O valor total dessa folha é de R$ 3,2 bilhões mensais.

Em nota, o Rioprevidência detalhou que o investimento de R$ 960 milhões no Banco Master foi realizado entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A instituição nega que o valor do investimento seja superior a R$ 2,6 bilhões, conforme divulgado anteriormente. A diferença, segundo o Rioprevidência, decorre de um cálculo do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) já esclarecido em recurso apresentado à Corte de Contas. O Rioprevidência está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

A autarquia ressalta que, no momento do investimento, o Banco Master possuía autorização para operar e apresentava um indicador de “grau de investimento” – rating nacional de longo prazo “A-”, atribuído pela Fitch Ratings, o que indicava solidez financeira e credibilidade institucional. Segundo o Rioprevidência, as aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regulamentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado (Sepe) expressou preocupação com a administração do fundo, mencionando denúncias e a CPI do Rioprevidência, que investigou operações de crédito realizadas pelo fundo, que teriam causado prejuízo de R$ 17 bilhões.

O dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos (SP) tentando deixar o país. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Estima-se que as fraudes podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões. As investigações apontam que o Banco Master emitiu falsas operações de créditos, simulando empréstimos e negociando carteiras de crédito fraudulentas com outros bancos. O Banco Central oficializou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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