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REAJUSTE DE ÔNIBUS APERTA O BOLSO DO TRABALHADOR: ITAPEVI E REGIÃO JÁ PAGAM MAIS CARO E SÃO PAULO TAMBÉM AJUSTA TARIFAS

O início de 2026 tem sido especialmente difícil para o trabalhador, com o aumento de despesas logo nos primeiros dias do ano. Em Itapevi, o impacto já é sentido desde o dia 5 de janeiro, quando os usuários do transporte coletivo passaram a pagar R$ 6,10 pela tarifa de ônibus, após reajuste aprovado no âmbito regional.

O aumento atingiu cinco municípios da Grande São Paulo — Itapevi, Osasco, Barueri, Carapicuíba e Jandira — que integram o CIOESTE. A tarifa anterior era de R$ 5,80, e o reajuste de 5,2% ficou acima da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IBGE, que chegou a 4,5% até novembro.

Itapevi em evidência: aumento pesa no começo do ano

Em Itapevi, onde milhares de moradores dependem diariamente do transporte público para trabalhar e estudar, o reajuste chega em um momento sensível. O começo do ano já concentra IPTU, material escolar, contas reajustadas e outros compromissos financeiros, tornando o cenário ainda mais pesado para as famílias da cidade.

A decisão foi tomada em consenso pelos prefeitos:

Em nota conjunta, os prefeitos afirmaram que o reajuste foi definido com base em critérios técnicos e legais, visando a recomposição dos custos operacionais e a manutenção da qualidade, segurança e regularidade do serviço.

São Paulo também reajusta tarifas

Além da região oeste da Grande São Paulo, a capital paulista também já teve reajuste confirmado. Desde a 0h desta terça-feira (6), a tarifa de ônibus em São Paulo passou de R$ 5,00 para R$ 5,30, após aumento de R$ 0,30 autorizado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

No mesmo movimento, as tarifas de trens e metrô no estado também foram reajustadas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), subindo de R$ 5,20 para R$ 5,40.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o aumento de 6% ficou abaixo do IPC-Fipe Transporte Coletivo acumulado no ano, que chegou a 6,5%. Ainda assim, o percentual supera a inflação oficial medida pelo IPCA, que ficou em 4,5% no mesmo período.

Em nota, a gestão municipal destacou que, entre 2020 e 2025, houve apenas uma atualização tarifária e que São Paulo mantém uma das menores tarifas da Região Metropolitana, além de uma das mais baixas do país, ressaltando que o valor permite ao passageiro utilizar até quatro ônibus em um intervalo de três horas, por meio do Bilhete Único.

Com os reajustes já em vigor em Itapevi, região e capital, o transporte público se consolida como mais um fator de pressão no orçamento das famílias, reacendendo o debate sobre mobilidade urbana, custo de vida e os desafios enfrentados diariamente pelos trabalhadores da Grande São Paulo.

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