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Racha à vista? Disputa interna expõe tensão no grupo político de Itapevi

O cenário político de Itapevi começa a dar sinais claros de desgaste dentro do grupo que, até pouco tempo, demonstrava unidade e alinhamento estratégico. Formado por lideranças como Igor Soares, Marcos Ferreira Godoy e o vice-prefeito Thiaguinho Silva, o bloco político enfrenta agora um momento delicado, marcado por divergências que podem culminar em um racha significativo.

Nos bastidores, o ponto central da tensão gira em torno da movimentação de Thiaguinho Silva, que passou a articular uma possível candidatura a deputado estadual. A iniciativa surpreendeu parte do grupo, especialmente porque já havia um alinhamento prévio consolidado: apoio à candidatura de Igor Soares para deputado federal e à deputada Bruna Furlan para a disputa estadual, seguindo uma construção política já desenhada na região.

A decisão de Thiaguinho, no entanto, teria ocorrido sem consenso interno. Segundo fontes próximas, o vice-prefeito avalia que chegou o momento de dar um salto político, mesmo que isso signifique assumir riscos e contrariar acordos previamente estabelecidos. Em sua defesa, interlocutores afirmam que ele teria sido incentivado por lideranças religiosas ligadas à igreja Ministério Ipiranga, da qual faz parte, que enxergam potencial eleitoral suficiente para viabilizar sua candidatura.

A movimentação, porém, não foi bem recebida por todos. Para aliados mais próximos de Igor Soares, a iniciativa representa quebra de compromisso político e pode fragilizar um projeto maior de articulação regional. O grupo liderado historicamente pelo entorno político de Rubens Furlan vinha trabalhando para consolidar uma base coesa, evitando dispersão de votos e fortalecendo candidaturas estratégicas.

Apesar do clima de tensão, há quem adote cautela. Interlocutores ressaltam que Thiaguinho Silva sempre construiu sua trajetória pautado pela lealdade política, o que leva parte do grupo a tratar o episódio, ao menos por ora, como um movimento ainda em fase de avaliação — e não uma ruptura definitiva.

Ainda assim, o episódio acende um alerta importante: a unidade do grupo político de Itapevi, considerada uma de suas principais forças nos últimos anos, pode estar ameaçada. Caso não haja recomposição ou acordo, o cenário aponta para uma divisão que pode impactar diretamente as próximas eleições e o equilíbrio de forças na região.

Nos próximos meses, o desfecho dessa articulação será determinante para entender se o grupo conseguirá manter sua coesão ou se caminhará para um reposicionamento político com novos alinhamentos e possíveis disputas internas mais acirradas.

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