Os servidores municipais de Taubaté completaram 10 dias de greve nesta quinta-feira (11), em meio a discussões entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Municipais. Após uma reunião que durou mais de oito horas, realizada na noite de quarta-feira (10), uma proposta foi apresentada com o intuito de pôr fim à paralisação.
O encontro, que contou com a presença de vereadores, do prefeito Sérgio Victor (Novo) e representantes do Sindicato, resultou na sugestão de um reajuste de 2,5% na referência salarial de 2026 para vigorar a partir de 2027. Além disso, a proposta inclui o aumento do vale-alimentação dos servidores para R$ 343, assunto que está em processo de tramitação na Câmara Municipal.
A proposta será submetida à votação dos servidores municipais pelo Sindicato na manhã de quinta-feira, na Avenida do Povo. Caso seja aprovada, a greve poderá ser encerrada e as atividades normalizadas. Enquanto a situação segue indefinida, os serviços públicos, especialmente nas áreas da Educação e da Saúde, continuam sendo afetados na cidade.
Impacto da greve e negociações
Iniciada em 2 de junho, a greve dos servidores de Taubaté tem gerado impactos significativos nos serviços públicos, com destaque para a Saúde e a Educação. A categoria reivindica um reajuste salarial de 9,43%, correspondente à inflação acumulada desde 2024, último aumento concedido aos servidores. Veja também: Dicas Práticas para Economizar na Conta de Água.
Enquanto a Prefeitura argumenta dificuldades financeiras e busca uma proposta alinhada com o orçamento municipal, ainda não há consenso entre as partes. A Justiça rejeitou um pedido da Prefeitura para aumentar a multa diária ao Sindicato por suposto descumprimento da decisão que determinou a manutenção de 70% do efetivo durante a greve.
Apesar das alegações da administração municipal sobre a falta de cumprimento do percentual mínimo de trabalhadores em atividade, o Sindicato afirma estar obedecendo a determinação judicial. A situação permanece delicada, com o impasse entre as partes se prolongando e a população sofrendo com a paralisação dos serviços.
Fonte: https://g1.globo.com
