O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou em depoimento no Senado que o afastamento de dois servidores da instituição, sob suspeita de colaboração com o banqueiro Daniel Vorcaro e vazamento de informações sigilosas, é considerado um dos acontecimentos mais sérios na história do BC.
Galípolo relatou aos senadores que todo o corpo técnico do Banco Central está abalado com o ocorrido, ressaltando a gravidade da situação. Ele enfatizou que cabe à Justiça apurar os fatos e determinar a veracidade das acusações.
Investigação sobre o caso Master
Durante sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Galípolo abordou o caso Master e explicou como a investigação teve início dentro do BC.
Segundo o presidente, em janeiro do ano passado, técnicos do Banco Central identificaram movimentações suspeitas envolvendo o banco, o que levou à formação de um grupo específico para analisar a situação.
Autonomia do Banco Central e polêmica sobre a venda
Galípolo destacou que o BC não teve intenção de facilitar a venda do Master e ressaltou que a instituição está respondendo a acusações relacionadas à autorização da transação. Ele enfatizou que o problema do banco não estava no passivo, mas nos recursos provenientes do Fundo de Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, defendeu a autonomia do Banco Central, afirmando que a autoridade monetária não deve ser utilizada como plataforma política.
