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Presidente do Água Santa se entrega à polícia após 2 dias foragido; investigações envolvem operação contra o PCC

G1

O presidente do Esporte Clube Água Santa, conhecido como Paulo Camarão, se entregou à polícia após ficar foragido por dois dias. A ação ocorreu em uma delegacia em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, no último sábado (19). Ele é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público (MP) e Polícia Civil para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital.

Paulo Camarão, cujo nome verdadeiro é Paulo Korek, é empresário no setor de transportes e gerencia as empresas Translíder e A2 Transportes. Ele é apontado como um suposto “testa de ferro” da organização criminosa. O presidente do Água Santa, time de futebol da cidade de Diadema, é investigado por seu possível envolvimento com o PCC.

Vice-campeão paulista em 2023

Sob a gestão de Paulo Camarão, o Água Santa alcançou em 2023 o auge de sua trajetória no futebol profissional. O clube chegou à final do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, conquistando o vice-campeonato. A campanha foi marcada por vitórias expressivas e eliminou adversários de peso, como São Paulo e Red Bull Bragantino, antes de chegar à final contra o Palmeiras.

No entanto, a operação que investiga a infiltração do PCC no transporte coletivo de São Paulo trouxe à tona o envolvimento do presidente do Água Santa em questões obscuras. A suspeita de ligação com o crime organizado lança uma sombra sobre a trajetória do clube, que foi rebaixado para a Série A2 do Campeonato Paulista em 2025.

Investigação no setor de transporte

A operação deflagrada nesta quinta-feira revelou a atuação do PCC em pelo menos 12 empresas de transporte de passageiros em São Paulo. Além de Paulo Camarão, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, teve prisão temporária decretada. Ao todo, a ação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, investigando possíveis ligações do crime organizado com empresários e políticos do setor.

Fonte: https://g1.globo.com

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