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PRESIDENTE DA AFUPI É DENUNCIADO POR POSSÍVEL AUTOPROMOÇÃO COM DINHEIRO DA ASSOCIAÇÃO

Foto: Nilton Ramos / Itapevi Noticias

Uma denúncia grave chegou à redação do Itapevi Notícias e acende um alerta sobre o uso indevido de recursos e estruturas  da associação de funcionários públicos de Itapevi  para fins pessoais. Segundo informações encaminhadas por associados e servidores, o presidente da Associação dos Funcionários Públicos de Itapevi (AFUPI), Sálvio Ferraz, estaria utilizando os canais oficiais da entidade para realizar autopromoção, criar identidade visual própria e até introduzir um slogan de cunho político — tudo dentro de uma estrutura mantida com dinheiro da associação

De acordo com o material enviado à nossa equipe, Sálvio vem publicando vídeos pessoais e institucionais nas redes sociais oficiais da AFUPI, gerando custo de mídia para a associação, além de promover sua imagem pública utilizando frases de efeito e bordões como “Queridinhos e Queridinhas”, já apontado, nos bastidores, como possível slogan político.

Confira abaixo as imagens que comprovam a prática de autopromoção, evidenciando indícios de crime cometido pelo presidente da AFUPI ao utilizar a estrutura da associação para fins pessoais e promoção política velada.

“Autopromoção: apesar de serem casados, Presidente e Vice da Associação publicam imagem pessoal na rede oficial — conduta ainda mais grave por ocuparem os dois cargos de maior liderança.” “Autopromoção: quando era candidato, divulgou conteúdo particular na rede da Associação — e não em sua rede pessoal.”
“Autopromoção irregular: presidente exibiu carro com adesivos de sua chapa quando era candidato — conteúdo que não deveria estar na rede oficial da Associação.”

 

A denúncia alerta que esse comportamento tem sido visto por muitos como preparação para a disputa de um cargo eletivo na cidade, prática que, segundo associados, contraria diretamente o regulamento interno da AFUPI e fere princípios constitucionais.

 

O QUE DIZ A LEI

O comportamento denunciado, caso confirmado, configura autopromoção ou propaganda pessoal usando estruturas públicas — prática expressamente proibida pela Constituição Federal do Brasil.

➡️ Artigo 37, §1º da Constituição:
A publicidade de órgãos e entidades deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sem promoção pessoal de autoridades ou servidores, por meio de nomes, slogans, imagens ou símbolos.

Além da violação constitucional, o uso de dinheiro, tempo de trabalho, equipes, redes oficiais ou qualquer recurso mantido pelo erário para benefício pessoal é considerado ato de improbidade administrativa.

As penalidades podem incluir:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem reiterado que até redes sociais pessoais, quando usadas para divulgar ações públicas financiadas com dinheiro  e com intenção de promoção pessoal, podem configurar improbidade.

 

POSSÍVEL IRREGULARIDADE NA AFUPI

As denúncias reforçam que a AFUPI, uma associação que representa servidores públicos e administra recursos provenientes dos próprios funcionários, não pode ser utilizada como plataforma de campanha ou marketing pessoal, especialmente quando:

 

MINISTÉRIO PÚBLICO DEVE SER ACIONADO

Diante da gravidade do conteúdo recebido, nossa redação reforça o dever de encaminhar a denúncia ao Ministério Público de Itapevi, órgão competente para investigar e, se necessário, responsabilizar agentes por condutas ilegais praticadas dentro de instituições  ou custeadas com verba dos servidores.

A transparência é o alicerce da confiança. E quando uma instituição representativa pode estar sendo utilizada para fins pessoais, é dever da sociedade exigir esclarecimentos.

 

ITAPEVI NOTÍCIAS: 27 ANOS A SERVIÇO DA POPULAÇÃO

O Itapevi Notícias, com 27 anos de atuação, reafirma seu compromisso histórico com a verdade, com o interesse público e com a fiscalização das ações que envolvem dinheiro e instituições da cidade.

Nossa redação permanece de portas abertas para receber denúncias, documentos, provas, relatos e informações de interesse coletivo, encaminhando sempre — com responsabilidade e seriedade — aos órgãos fiscalizadores competentes.

Transparência não é favor. É obrigação. E a população merece respostas.

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