Site icon Itapevi Noticias

Prefeitura de Osasco gera indignação ao descartar centenas de livros da biblioteca pública

G1

Durante a semana mundial do livro, a prefeitura de Osasco causou revolta ao descartar parte do acervo da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, na região metropolitana de São Paulo. Imagens chocantes mostram milhares de livros sendo jogados em caçambas de lixo, levantando críticas de moradores, escritores e professores locais. A gestão municipal alegou que os livros estavam contaminados por fungos e mofo.

A biblioteca, que está fechada desde 2020 devido à pandemia de Covid-19, é descrita como um local de referência para leitura, estudo e atividades culturais. Entretanto, após o fechamento, os livros, jornais e documentos foram armazenados sem a devida manutenção, resultando no descarte de obras de autores locais, coleções de poesia e jornais históricos.

Moradores relataram que uma reforma iniciada em setembro de 2023 ainda não foi concluída, mesmo após a assinatura de um novo contrato de mais de R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção. A falta de transparência da prefeitura em relação ao andamento das obras tem gerado questionamentos e protestos por parte da comunidade local.

História e abandono da Biblioteca Monteiro Lobato

Fundada na década de 1960, a Biblioteca Pública Monteiro Lobato costumava receber cerca de duas mil pessoas por mês antes de seu fechamento. Ao longo dos anos, além de ser um espaço de leitura, a biblioteca promovia eventos culturais, cursos e inclusão digital. Desde 2022, moradores têm se mobilizado em prol da reabertura do local.

A atitude de descartar os livros, considerados por muitos como um patrimônio cultural da cidade, tem gerado críticas e tristeza entre os osasquenses. A falta de cuidado com o acervo e a ausência de um planejamento claro para a reabertura da biblioteca levantam preocupações sobre o futuro desse espaço tão importante para a comunidade.

Apesar da nota da prefeitura informando que os itens descartados serão repostos, a decisão de descartar os livros sem avaliação adequada de especialistas em conservação patrimonial ou saúde pública continua sendo questionada. Enquanto isso, os moradores lamentam a irreparável perda de um acervo que contém parte da história e da cultura local.

Fonte: https://g1.globo.com

Exit mobile version