Um trágico acidente que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), revelou antecedentes preocupantes envolvendo o grupo de rope jump responsável pelo evento. A Polícia Civil, ao concluir o segundo inquérito da tragédia, informou que uma criança de 9 anos se acidentou com o mesmo grupo de saltadores meses antes.
O incidente ocorreu em março de 2026, quando a criança realizou um salto com a equipe “Entre Cordas”, sofrendo lesões leves após ser liberada da corda antes da completa estabilização. O pai do menino relatou à polícia que seu filho teve a corda retirada enquanto ainda estava em movimento pendular, resultando em escoriações nos joelhos.
Contexto do acidente fatal
O rope jump, modalidade que utiliza cordas estáticas, ganhou destaque nas redes sociais após a morte de Maria Eduarda. A jovem de 21 anos foi arremessada a 40 metros de altura sem o uso de cordas de segurança durante a prática do esporte radical. O pai da criança acidentada prestou serviços operacionais para a empresa investigada, conhecendo a equipe através do indiciado Luís Felipe, com quem mantinha contato prévio em serviços informais de segurança.
Durante os saltos, o pai auxiliava na recuperação do equipamento, filmagens dos participantes e apoio físico, não identificando irregularidades aparentes na organização operacional da equipe. A Polícia Civil indiciou a organizadora do evento por homicídio qualificado e segue com a investigação sobre o paradeiro da câmera utilizada por Maria Eduarda.
Desdobramentos da investigação
No primeiro inquérito, três instrutores foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva. A polícia investiga suspeitas de apagar conteúdos digitais e desaparecimento da câmera que gravava o salto fatal. A Justiça negou pedido de habeas corpus e aproximadamente 21 pessoas já foram ouvidas no caso.
Fonte: https://g1.globo.com
