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PIB DA REGIÃO OESTE ULTRAPASSA R$ 235 BILHÕES, E ITAPEVI MANTÉM CRESCIMENTO, MAS SEGUE FORA DO TOP 100 NACIONAL

Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros, divulgados em dezembro de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam o desempenho econômico referente aos anos de 2022 e 2023. Excepcionalmente, o órgão apresentou dois exercícios simultaneamente, uma vez que o levantamento de 2024 não havia sido publicado.

O estudo, elaborado em parceria com órgãos estaduais de estatística e secretarias de governo, permite mensurar toda a riqueza produzida dentro de cada município, além de traçar comparações históricas, avaliar crescimento ou retração econômica e identificar desigualdades regionais.

REGIÃO OESTE: FORÇA ECONÔMICA CONSOLIDADA

A chamada Região Oeste da Grande São Paulo — formada por Osasco, Barueri, Itapevi, Santana de Parnaíba, Carapicuíba, Jandira e Pirapora do Bom Jesus — apresentou, em 2023, um PIB agregado de R$ 235,6 bilhões, crescimento de 5,26% em relação a 2022, quando o total foi de R$ 223,8 bilhões.

Esse volume coloca a região entre os principais polos econômicos do país, sustentada sobretudo pelo peso de Osasco e Barueri, municípios que figuram há anos entre os maiores PIBs nacionais.

OSASCO E BARUERI CONTINUAM LIDERANDO

Osasco manteve-se como o segundo maior PIB do Estado de São Paulo, atrás apenas da capital. Em 2023, o município alcançou R$ 119,4 bilhões, crescimento de 6,47% em relação a 2022. Apesar do avanço, perdeu uma posição no ranking nacional, caindo do 7º para o 8º lugar, impactado pela ascensão de Maricá (RJ), impulsionada pelos royalties do petróleo.

Barueri, por sua vez, registrou R$ 71,6 bilhões em 2023, crescimento mais modesto, de 2,84%. No ranking estadual, permanece na 6ª colocação, enquanto no cenário nacional caiu do 16º para o 17º lugar.

ITAPEVI: CRESCIMENTO MODERADO E DESAFIOS ESTRUTURAIS

Com um PIB de R$ 15,6 bilhões em 2023, Itapevi apresentou crescimento de 3,98% em relação a 2022. O desempenho indica manutenção da trajetória de crescimento, sem queda significativa, mas também sem aceleração expressiva quando comparado a outros municípios da região.

Mesmo ocupando a 3ª posição regional, Itapevi aparece apenas na 106ª colocação no ranking nacional, ficando fora do grupo dos 100 maiores PIBs do país. O dado evidencia que, embora a economia local esteja em expansão, o ritmo ainda é insuficiente para competir com municípios de maior densidade industrial, logística e financeira.

Em comparação histórica recente:

OUTROS MUNICÍPIOS: AVANÇOS E QUEDAS

Santana de Parnaíba se destacou positivamente, com crescimento expressivo de 12,16%, atingindo R$ 14,3 bilhões em 2023. Já Carapicuíba cresceu 7,92%, chegando a R$ 8,4 bilhões, mas ainda apresenta baixo volume de riqueza em função de sua grande população.

Em sentido oposto, Jandira e Pirapora do Bom Jesus registraram queda do PIB:

PIB PER CAPITA EXPÕE DESIGUALDADES

O PIB per capita — indicador que divide a riqueza total pelo número de habitantes — reforça os contrastes regionais. Carapicuíba apresenta o pior índice da região, com cerca de R$ 21,8 mil por habitante/ano, figurando entre os piores do país.

Barueri lidera com folga, registrando R$ 226,3 mil por habitante, seguida por Osasco, Santana de Parnaíba e Itapevi. O município itapeviense aparece em posição intermediária, refletindo uma economia em expansão, mas ainda limitada pela renda média e pela estrutura produtiva.

CENÁRIO NACIONAL

No contexto brasileiro, o PIB do país segue trajetória de crescimento:

CONCLUSÃO

Os números do IBGE indicam que Itapevi não sofreu queda no PIB, mantendo crescimento consistente entre 2022 e 2023. Contudo, o avanço foi moderado, inferior ao de municípios como Santana de Parnaíba e Osasco. O desafio para os próximos anos será ampliar investimentos, diversificar a base econômica e elevar o PIB per capita, para que o município ganhe maior relevância no cenário estadual e nacional.

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