Em um parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de terça-feira (13), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrariamente ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A PGR argumentou que não há elementos suficientes que justifiquem a medida, destacando a falta de evidências concretas de conduta inadequada por parte dos servidores.
Posição da PGR
O posicionamento contrário ao afastamento dos diretores da PF foi expresso no parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, juntamente com dois subprocuradores-gerais da República, Antônio Teixeira e André Ramos. Segundo a PGR, a hierarquia não é motivo suficiente para responsabilizar os servidores por possíveis irregularidades, sendo necessária a indicação específica de condutas suspeitas.
A Procuradoria alertou para os amplos efeitos que o afastamento dos diretores poderia causar, colocando em risco a ordem pública. A decisão monocrática do ministro do STF, André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei e Almada, foi posteriormente anulada pelo ministro Flávio Dino, citando riscos a investigações em andamento.
Contexto e desdobramentos
O afastamento dos diretores da PF ocorreu no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras e corrupção. A medida inicial de afastamento e a subsequente reintegração foram anuladas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, visando restabelecer a ordem pública. A decisão de Fachin foi fundamentada na necessidade de preservar a estabilidade institucional.
