Na manhã desta quinta-feira (21), uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil resultou na prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, além de mirar a família de Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), por suspeita de lavagem de dinheiro.
Além de Deolane Bezerra, também foi preso Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro da organização criminosa. A ação incluiu mandados de prisão para Marco Herbas Camacho, o Marcola, que já está detido, seu irmão Alejandro Camacho, e seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Investigação revela esquema de lavagem de dinheiro do PCC
De acordo com as autoridades, a investigação aponta que a lavagem de dinheiro envolve uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau (SP), controlada pela alta cúpula da facção criminosa. A operação, denominada Vérnix, contou com seis mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão.
Influenciadora Deolane Bezerra na mira da justiça
Deolane Bezerra, que passou um período na Itália, teve seu nome incluído na lista vermelha da Interpol, retornando ao Brasil recentemente. Além dela, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos e um contador estão entre os alvos de busca e apreensão da operação.
Everton de Souza, o Player, foi apontado nas mensagens interceptadas como responsável por orientar a distribuição de dinheiro da transportadora controlada pela família de Marcola, indicando contas para transferências financeiras. Veja também: Como Escolher um Bom Processador para PC: Guia Completo.
A ação também identificou que dois dos alvos de prisão estão fora do país: Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, estaria na Espanha, enquanto Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho estaria na Bolívia. Marcola e Alejandro Camacho, detidos em Brasília, serão notificados sobre as novas ordens de prisão.
Desdobramentos da investigação
A investigação teve início em 2019, a partir da apreensão de bilhetes e manuscritos com presos em Presidente Venceslau. Os documentos revelaram informações que levaram a três inquéritos policiais, cada um expondo uma camada da estrutura criminosa em questão.
As autoridades destacam que as análises dos materiais apreendidos indicam uma relação da transportadora de cargas com atividades ilícitas da facção criminosa, revelando um esquema complexo de lavagem de dinheiro.
A operação Lado a Lado, iniciada em 2021, mostrou movimentações financeiras suspeitas e conexões com uma influenciadora digital proeminente. O inquérito apontou que Ciro Cesar Lemos, indicado como operador central, atuava na administração de recursos da cúpula do PCC, inclusive executando ordens de Marcola e Alejandro.
Fonte: https://g1.globo.com
