Uma operação da Polícia Federal, denominada Exchange, revelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro internacional liderado pelo empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que atualmente está foragido e é alvo de sanções dos Estados Unidos. A investigação aponta que a organização chefiada por Shimada utilizava operações financeiras em diversos países para lavar dinheiro do tráfico de drogas, movimentando cerca de R$ 10,4 bilhões.
Segundo a decisão judicial que autorizou as prisões e buscas da operação, Shimada utilizava o apelido ‘Bryan Willians’ em grupos de WhatsApp para controlar as movimentações financeiras. Em uma das conversas analisadas pela PF, ele compartilhou uma planilha com registros detalhados de transações em cidades dos Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Argentina, Panamá e Colômbia, evidenciando a abrangência do esquema.
A investigação apontou que Shimada atuava como ‘doleiro’, intermediando transações em vários países e organizando a entrega e recebimento de dinheiro em espécie através de pessoas de sua confiança, como seu tio e prima, entre outros. Além disso, a organização utilizava diversas ferramentas para dificultar o rastreamento das operações, incluindo criptomoedas e empresas de fachada.
Atuação em Vários Países e Moedas Diferentes
A investigação revelou que o grupo liderado por Shimada atuava em diferentes países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Argentina, Panamá e Colômbia. As operações envolviam diversas moedas, como dólares, euros, pesos argentinos e guaranis paraguaios, bem como o uso de criptomoedas como USDT e Bitcoin, demonstrando a complexidade do esquema.
Estratégias de Ocultação e Complexidade Financeira
Segundo os investigadores, a organização utilizava diversas estratégias para ocultar a origem dos recursos, incluindo empresas de fachada, telefones não registrados e aplicativos criptografados. Além disso, as conversas analisadas mostram a utilização de diferentes métodos de lavagem de dinheiro, como o câmbio paralelo na Argentina e a negociação de produtos como alho na Argentina.
Fonte: https://g1.globo.com
