Uma megaoperação da Polícia Federal sacudiu cidades do interior paulista na manhã desta terça-feira (12), após o avanço das investigações sobre um suposto esquema de fraudes em licitações envolvendo contratos da Secretaria de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro. A ação, denominada “Operação Castratio”, cumpriu mandados de busca e apreensão em São Roque e Mairinque, além de municípios fluminenses, e revelou um possível esquema milionário que pode ultrapassar a marca de R$ 200 milhões.
Segundo informações da Polícia Federal, as investigações apontam para irregularidades em contratos públicos ligados à área veterinária e de serviços agropecuários, levantando suspeitas de direcionamento de licitações, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa estruturada para desviar recursos públicos.
Em São Roque, um dos principais alvos da operação foi o veterinário e empresário Ricardo de Almeida Souza. Agentes federais estiveram na residência do investigado logo nas primeiras horas do dia. Já em Mairinque, os policiais cumpriram diligências em uma clínica veterinária ligada ao empresário.
Além do interior paulista, a operação também ocorreu em cidades estratégicas do Rio de Janeiro, incluindo Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense. Ao todo, a Justiça Federal expediu 12 mandados de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, joias e diversos documentos que agora passam por análise pericial. A PF acredita que os bens encontrados podem ter sido adquiridos com recursos provenientes do suposto esquema criminoso.

As investigações indicam que empresas investigadas teriam sido favorecidas em processos licitatórios milionários ligados à Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro, em contratos que, somados, podem alcançar cerca de R$ 200 milhões. O caso chama atenção pela dimensão financeira e pela suspeita de utilização de mecanismos sofisticados para ocultação de patrimônio e movimentação de recursos.
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar décadas de prisão, dependendo do grau de participação de cada investigado.
A “Operação Castratio” segue em andamento e novas fases não estão descartadas. A PF também trabalha para identificar possíveis ramificações do esquema em outros estados e eventuais agentes públicos envolvidos nas contratações investigadas.
O caso já repercute fortemente tanto no interior paulista quanto no Rio de Janeiro, especialmente pelo alto valor dos contratos sob suspeita e pelo envolvimento de empresários ligados ao setor veterinário e agropecuário. As autoridades federais afirmam que o objetivo agora é aprofundar a análise financeira e rastrear o caminho do dinheiro movimentado pelo grupo investigado.
