A cidade de Osasco voltou a ganhar destaque no cenário policial após ser incluída entre os principais alvos da Operação Caronte, deflagrada nesta sexta-feira (8) pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em conjunto com o Ministério Público. A megaoperação investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com ramificações em diversas cidades paulistas.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em oito municípios do estado: Campinas, , Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Taquaritinga e Osasco, cidade que aparece como um dos pontos estratégicos da investigação.
Segundo os investigadores, empresas dos setores de transporte, música e rodeios teriam sido utilizadas para movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades criminosas. O esquema, de acordo com a apuração, funcionava através de sócios “laranjas”, usados para esconder a verdadeira origem do dinheiro e dar aparência legal às operações financeiras.
As autoridades identificaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, além de patrimônio milionário sem justificativa compatível com os ganhos oficiais apresentados.
Um dos principais nomes citados na investigação é Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado como suspeito de atuar na lavagem de dinheiro do PCC desde 2016. Ele já havia sido preso em 2025 durante outra operação policial e também é investigado por suposto envolvimento em um plano para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias e bens dos investigados, numa tentativa de sufocar financeiramente o esquema criminoso.
Até o fechamento desta reportagem, as autoridades ainda não haviam divulgado o balanço oficial de prisões ou apreensões realizadas durante a Operação Caronte.
A inclusão de Osasco entre os alvos da investigação reforça o alerta das autoridades sobre a atuação de organizações criminosas na região metropolitana, utilizando empresas aparentemente legais para infiltrar dinheiro do crime organizado na economia formal.
