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Opas alerta para retorno do sarampo nas Américas e reforça importância da vacinação

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, destacou a preocupação com o retorno do sarampo nas Américas. Em recente declaração, ele ressaltou que o principal desafio da região não está na disponibilidade de vacinas, mas sim em alcançar aqueles que permanecem sem imunização.

Segundo Barbosa, a percepção de baixo risco da doença, a falta de informação e os obstáculos ao acesso à vacina têm contribuído para a propagação do vírus. Ele enfatizou que quando a cobertura vacinal cai, o sarampo ressurge, sendo uma das doenças mais infecciosas conhecidas.

Situação preocupante na região

Em 2025, foram registrados 14.767 casos confirmados de sarampo em 13 países das Américas, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Em 2026, até o início de abril, já haviam sido relatados 15,3 mil casos confirmados, com México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá liderando as estatísticas.

Alerta para a importância da vacinação

Jarbas lembrou que as Américas foram a primeira região do mundo a eliminar o sarampo em 2016, perdendo e reconquistando o status nos anos seguintes. Ele ressaltou a necessidade de ação decisiva para reverter a situação, enfatizando que um único caso pode desencadear um surto se a cobertura vacinal não atingir os 95% recomendados.

O diretor da Opas enfatizou que, ao longo dos últimos 25 anos, a vacinação contra o sarampo evitou mais de 6 milhões de mortes na região. Ele ressaltou a importância do compromisso político, investimentos em saúde pública e ações para reconstruir a confiança nas vacinas.

Brasil mantém status de país livre do sarampo

Apesar do cenário regional preocupante, o Brasil manteve o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo desde 2024. Em 2025 e 2026, foram registrados casos suspeitos, porém o país permaneceu vigilante na contenção da doença.

É fundamental ressaltar a gravidade do sarampo, uma doença altamente contagiosa e potencialmente grave, que pode causar complicações sérias como cegueira, pneumonia e encefalite. A vacinação é a principal forma de prevenção, sendo essencial manter a caderneta de vacinação em dia.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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