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Mulher condenada por golpe do WhatsApp em Santos: Justiça determina pena em caso de estelionato

G1

Uma mulher de Fortaleza (CE) foi condenada por participar de um golpe do WhatsApp contra uma idosa de 70 anos, residente em Santos, litoral de São Paulo. Cátia Araújo Carvalho cedeu sua conta bancária para receber transações da vítima, que foi enganada por suspeitos que se passaram pela filha dela.

Esquema fraudulento e desdobramentos judiciais

O golpe ocorreu em fevereiro de 2022, quando a idosa recebeu mensagens no WhatsApp de um número com a foto de perfil idêntica à da filha. Os golpistas solicitaram um empréstimo de R$ 3,8 mil para um suposto pagamento, levando o marido da vítima a realizar a transferência. Após o envio do comprovante à filha, o casal descobriu que havia caído em um golpe.

O caso foi reportado ao 3° Distrito Policial de Santos, que identificou que o depósito foi feito na conta de Cátia, que repassou a maior parte do valor a outros suspeitos. Ela foi acusada de estelionato qualificado pelo Ministério Público (MP).

Sentença e desfecho judicial

Após uma audiência em novembro de 2025, a juíza Silvana Pereira Borges considerou que Cátia tinha conhecimento do esquema, classificando sua participação como ‘conta passagem’. A magistrada reconheceu a utilização da conta da acusada para facilitar a dispersão do dinheiro proveniente do crime.

A acusação de fraude eletrônica qualificada foi descartada, sendo o caso enquadrado como estelionato simples. Cátia foi condenada a 1 ano e quatro meses de regime aberto, substituídos por serviços comunitários e multa, além de indenizar a vítima pelo valor ilegalmente subtraído.

Defesa e possíveis recursos

A defesa de Cátia, representada pelo advogado Francisco Magno, afirmou que recorrerá da decisão, alegando que não há provas do envolvimento de sua cliente no crime. O advogado buscará a absolvição de Cátia, contestando a acusação de dolo.

O desfecho do caso evidencia os danos causados por golpes virtuais e a importância de estar atento a possíveis fraudes, mesmo em situações aparentemente familiares e confiáveis.

Fonte: https://g1.globo.com

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