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MP denuncia presos por morte em salto de rope jump sem cordas: próximos passos no caso

G1

O Ministério Público denunciou à Justiça os quatro presos pelo trágico incidente envolvendo o salto de rope jump que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em SP. A vítima foi lançada sem cordas durante o salto de 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). Agora, o que acontece a partir de agora?

Presos denunciados por homicídio e fraude processual

Os presos foram denunciados pelo MP por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram acusados de homicídio com dolo eventual qualificado, enquanto Evelyne dos Santos Gonçalves foi denunciada por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual.

O homicídio com dolo eventual caracteriza-se quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte, mas assume o risco. O MP também solicitou reparação de danos e a manutenção da prisão preventiva dos acusados.

Próximos passos no processo

Os acusados agora aguardam a decisão da Justiça. Caso a denúncia seja aceita, uma audiência de instrução será marcada para ouvir os réus e determinar se irão a júri popular. A defesa e a acusação apresentarão suas alegações e o juiz decidirá o rumo do processo.

A definição do júri popular dependerá da tipificação do crime, se homicídio com dolo eventual ou culposo. O advogado Daniel Pacheco ressalta que a discussão central será em torno da presença do dolo eventual.

MP destaca negligência e priorização de interesses econômicos

Segundo a denúncia do MP, os responsáveis pelo salto não adotaram as precauções necessárias, priorizando interesses econômicos em detrimento da segurança dos participantes. A acusação aponta falhas na execução do salto e na falta de cuidado com os equipamentos.

A defesa de alguns acusados discorda das acusações, alegando falta de intenção de causar dano e contestando as qualificadoras apontadas na denúncia. O desdobramento desse caso será determinante para a justiça e segurança em eventos desse tipo.

Fonte: https://g1.globo.com

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