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Mortalidade por doença cardiovascular no Brasil: a cada 72 segundos uma vida se perde

© Ministério da Saúde/Divulgação

Uma trágica realidade assola o Brasil: a cada 72 segundos, uma pessoa perde a vida devido a doenças cardiovasculares. Os dados alarmantes são revelados pelo Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) integrada ao novo Hub de Doenças Cardiovasculares, desenvolvido em parceria com a World Heart Federation (WHF). Até o dia 16 de outubro de 2026, o país já contabilizava 318.945 óbitos decorrentes dessas enfermidades.

A luta contra a mortalidade cardiovascular

O Hub de Doenças Cardiovasculares utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Com base nessas informações, projeções preocupantes indicam um possível aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, caso as tendências atuais se mantenham.

Projeções e desafios para o futuro

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador do Hub, destaca a importância de intervenções eficazes para reverter essa triste realidade. Controlar a hipertensão, o diabetes, reduzir o tabagismo, combater a obesidade e o sedentarismo, além de garantir um atendimento ágil a casos de infarto e AVC, são medidas cruciais para mudar o curso desse cenário alarmante. Veja também: O que fazer em caso de enchente: guia completo de sobrevivência.

Ribeiro ressalta ainda que esforços nesse sentido já resultaram em uma significativa redução da taxa de mortalidade nos últimos 20 anos. Em 2024, a taxa era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, representando uma queda de 36% em relação ao ano 2000.

Diferenças regionais e a importância do novo Hub

O Hub de Doenças Cardiovasculares também revela disparidades entre os estados brasileiros. Alagoas desponta com a maior taxa de mortalidade, seguido por Amapá e Mato Grosso do Sul. Apresentado durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, o Hub visa fornecer dados epidemiológicos precisos e acessíveis a diversos públicos, visando contribuir para a luta contra as doenças cardiovasculares no país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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