A empresa Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e Whatsapp, foi condenada a pagar uma multa de US$ 25 bilhões nos Estados Unidos por enganar os usuários. Além disso, enfrenta um processo na Austrália por expor menores a conteúdos prejudiciais e mantê-los viciados em suas plataformas.
Multa Bilionária nos EUA
Nos EUA, um juiz do Novo México determinou que a Meta pague a multa bilionária após entender que houve engano dos usuários em relação à privacidade de dados, especialmente no caso Cambridge Analytica.
A consultoria britânica obteve informações pessoais de 87 milhões de usuários do Facebook sem autorização, para uso em campanhas políticas direcionadas.
Após a conclusão de que a Meta fez 26 declarações enganosas sobre privacidade e moderação de conteúdo, resultando em milhões de violações da lei, a empresa enfrenta a multa de US$ 25 bilhões. Embora a legislação permita uma penalidade ainda maior, o juiz optou por reduzir o valor.
A Meta anunciou que irá recorrer da decisão.
Processo na Austrália
Na Austrália, a empresa enfrenta uma ação coletiva no Tribunal Federal, movida por oito pessoas que alegam danos mentais e psicológicos devido à exposição a conteúdos prejudiciais quando eram menores. Além disso, acusam as plataformas de uso de algoritmos viciantes para os jovens.
Essa ação inédita no país busca responsabilizar diretamente as redes sociais por danos à saúde de menores, o que levou recentemente à aprovação de uma legislação proibindo o uso das redes por jovens menores de 16 anos.
A Meta afirmou que se defenderá no tribunal em relação a essas acusações.
A queda de 3% nas ações da Meta antes da abertura do mercado nesta quinta-feira (22) representa uma possível perda de cerca de US$ 50 bilhões. Investidores estão preocupados com os altos custos para expandir a inteligência artificial, já que a empresa planeja investir até US$ 145 bilhões este ano, apesar do déficit de mais de US$ 2 bilhões no fluxo de caixa do terceiro trimestre.
