Uma exposição imperdível celebra a genialidade da artista maranhense Marlene Barros no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Com destaque para 15 obras que incluem esculturas, bordados, crochês e instalações, a mostra mergulha no universo feminino de forma única e impactante.
A Arte Transformadora de Marlene Barros
Marlene Barros vai além do convencional ao repensar o bordado e o crochê, atribuindo-lhes significados profundos sobre o corpo feminino e o trabalho muitas vezes invisível das mulheres. Vinda de uma linhagem de tecelãs, costureiras e bordadeiras, a artista converteu essas tradições em expressões artísticas poderosas.
Reescrevendo Histórias e Rompendo Barreiras
Marlene Barros afirma que seus trabalhos transcendem técnicas para se tornarem linguagens, revelando memórias profundas e curando feridas antigas. É a oportunidade de recontar narrativas livres de preconceitos e construir novos caminhos de libertação e empoderamento.
A Exposição no CCBB-SP
Intitulada ‘Marlene Barros: Tecitura do Feminino’, a exposição é uma imersão na costura de reparos sobre temas como maternidade, identidade, sexualidade e violência. A curadora Betânia Pinheiro destaca a importância da linha, da trama e do nó como elementos simbólicos carregados de significado e resistência.
Dentre as obras expostas, ‘Quem pariu, que embale’ questiona os papéis tradicionalmente atribuídos às mães, enquanto ‘Coso porque está roto’ exibe casacos com órgãos humanos bordados, revelando a profundidade e a complexidade do corpo feminino.
Reflexões Atuais e Necessárias
A mostra provoca reflexões sobre o feminino como uma construção histórica, social e cultural, especialmente relevante em um momento marcado por desafios e debates sobre gênero. Marlene Barros traz à tona questões fundamentais sobre a experiência da mulher na sociedade contemporânea.
Além das obras, o público pode desfrutar de atividades educativas como visitas mediadas, oficinas e palestras, enriquecendo ainda mais a experiência. ‘Marlene Barros: Tecitura do Feminino’ permanece em exibição no CCBB de São Paulo até 25 de janeiro, uma oportunidade única de mergulhar no universo ímpar da artista.
