Centenas de manifestantes se reuniram na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo, na noite de segunda-feira (19), em um ato que exigiu neutralidade da empresa Meta nas eleições.
Sob o slogan ‘Meta, não se meta’, os participantes denunciaram censura nas redes sociais, falta de imparcialidade na moderação de conteúdos e alegaram que a empresa defende interesses próprios na gestão das comunidades online.
Protesto e Manifesto
Organizações da sociedade civil, incluindo a ONG TravaHacker, tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. No entanto, a empresa não permitiu o protocolo do documento, que será enviado digitalmente em uma ação de massa.
A programadora Veronica Gimenez, envolvida na organização do protesto, destacou a importância da transparência e do monitoramento das ações da empresa, que têm impacto significativo no debate público e na democracia. Veja também: Como Lidar com a Ansiedade de Separação em Pets.
Posicionamento e Cobranças
O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, declarou que as plataformas digitais estão influenciando as eleições no país, desrespeitando decisões judiciais e favorecendo lados políticos específicos.
Além disso, o protesto ressaltou a falta de proteção a grupos minoritários, a presença de discursos de ódio nos algoritmos e a desigualdade no impulsionamento de conteúdos de direita.
Investigação do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a pedidos de campanhas políticas para que a Meta explique possíveis desfavorecimentos a determinados conteúdos e desigualdades na veiculação de anúncios pagos. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu prazo de 24 horas para que a empresa apresente medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e anúncios de campanha.
A Meta respondeu alegando dificuldades devido ao excesso de regras eleitorais e ao processo de checagem e liberação de conteúdos.
