O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, determinou a prorrogação da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila até o próximo domingo (10). Ávila foi capturado ilegalmente pelas forças israelenses durante uma missão humanitária e a decisão foi proferida pelo juiz Yaniv Ben-Haroush.
O brasileiro estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que tinha como objetivo entregar alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. A embarcação navegava em águas internacionais, próxima à ilha grega de Creta, quando foi interceptada pelas forças israelenses.
Detenção sem acusações formais
Thiago Ávila foi levado para Israel juntamente com o palestino-espanhol Saif Abukeshek, enquanto os demais ativistas da flotilha foram encaminhados para a Grécia. O grupo, composto por sete pessoas, fazia parte da delegação brasileira da missão humanitária que partiu de Barcelona com destino a Gaza. Em nota à imprensa, o movimento internacional denunciou a privação de liberdade dos ativistas sem a apresentação de indícios ou provas contra eles e sem acusações formais.
Acusações sem fundamentos sólidos
As advogadas do Adalah, Hadeel Abu Salih e Lubna Tuma, que representam Ávila e Abukeshek, argumentam que as acusações feitas por Israel são baseadas em provas sigilosas às quais não tiveram acesso. A defesa dos ativistas ressalta que prestar assistência a civis afetados pela violência não configura crime nem indica qualquer ligação com o terrorismo.
A Global Sumud Flotilla destacou que a detenção dos ativistas, sem acusações formais, visa a interrogatórios em curso. A falta de apresentação de acusações formais e a distância significativa entre o local do sequestro e Gaza levantam questionamentos sobre a legalidade dos procedimentos adotados por Israel.
Mobilização pela liberação do ativista
Diversas entidades, como a Frente Palestina São Paulo, mobilizaram-se em prol da liberação de Thiago Ávila. A frente denunciou que os ativistas foram interrogados sob tortura, maus-tratos e ameaças, inclusive a seus familiares. A pressão pela intervenção do governo brasileiro para a soltura do ativista tem crescido, com apelos por ações concretas diante da situação crítica.
A detenção de Ávila foi criticada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a ação do governo israelense como injustificável. A reivindicação pela liberdade do ativista ganha destaque internacional e a defesa dos direitos humanos continua a pressionar por sua soltura, apontando para possíveis violações dos direitos fundamentais.
