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Justiça arquiva processo de jornalista perseguido por Zambelli em SP

© Lula Marques/ Agência Braasil.

A Justiça de São Paulo arquivou o processo por difamação movido pela ex-deputada federal Carla Zambelli contra o jornalista Luan Araújo. O caso teve início quando Zambelli perseguiu Araújo pelas ruas da capital paulista armada, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

Após o episódio, Araújo escreveu um artigo no site Diário do Centro do Mundo em que criticava Zambelli, referindo-se a ela como alguém seguida por uma seita de extremistas de direita, cuja ideologia classificou como mesquinha e mercadora da morte.

A ação penal foi encerrada por decisão do juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal, nesta segunda-feira (15). Zambelli foi condenada a cinco anos de prisão pelo caso de perseguição, mas fugiu para a Itália.

Denúncias e repercussões

Após a publicação do texto, Araújo foi condenado por injúria e difamação. Inicialmente condenado a cumprir pena em regime aberto, teve a punição substituída por multa de R$ 2.216,30, não paga devido a dificuldades financeiras, segundo sua defesa. Veja também: Como funciona o sistema de defesa civil no Brasil.

Diante da falta de pagamento, a Justiça determinou a prisão de Araújo no início de junho. Amigos e familiares do jornalista arrecadaram o valor pela internet e quitaram a multa. Após o pagamento, a pena foi considerada cumprida e o processo foi extinto, conforme o Ministério Público de São Paulo.

O caso da perseguição

No contexto da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um desentendimento em uma rua da zona sul de São Paulo. Durante a discussão, Zambelli sacou uma arma de fogo e passou a perseguir o jornalista.

Julgada pelo Superior Tribunal Federal (STF), a parlamentar foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. Fugindo para a Itália, Zambelli evitou uma condenação anterior de 10 anos de reclusão por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultou na cassação de seu mandato.

A Justiça italiana negou recentemente um pedido de extradição da ex-deputada feito pelo Brasil, mantendo-a fora do alcance das autoridades brasileiras.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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