O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal, na última terça-feira (23), em relação ao inquérito aberto para investigar a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz com um de seus seguranças.
Acompanhado pelo advogado Paulo Bueno, Bolsonaro confirmou que solicitou ajuda ao militar para consertar a arma, que não estava funcionando. Bueno afirmou nas redes sociais que não havia intenção de violar a lei e classificou o episódio como ‘criminalmente acromático’. A defesa do ex-presidente esclareceu que ele já havia respondido por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre o caso.
A arma, uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida em uma blitz no dia 15 de junho, juntamente com um carregador sobressalente. O motorista do veículo onde a arma foi encontrada alegou que a recebeu devido a uma pane.
Alexandre de Moraes questionou a defesa sobre o pedido de reparo na arma às vésperas do término de um período de prisão domiciliar humanitária concedido a Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.
A decisão sobre a manutenção da prisão domiciliar está prevista para esta quinta-feira (25). A defesa de Bolsonaro aguarda o arquivamento do inquérito em andamento na Polícia Civil do Distrito Federal.
