A Polícia Federal (PF) apresentou, nesta quinta-feira (6), o resultado de uma investigação criminal sobre a queda do avião ATR 72-500 que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024, em Vinhedo (SP). Diferente do relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) divulgado anteriormente, que buscou identificar fatores contribuintes para prevenir futuros acidentes, o inquérito policial teve como objetivo principal investigar se houve crimes relacionados à tragédia.
De acordo com informações da EPTV, emissora afiliada da TV Globo, funcionários da administração da companhia aérea Voepass podem ser responsabilizados criminalmente. Entre os indiciados, espera-se que o chefe dos pilotos seja um dos principais nomes envolvidos na queda da aeronave.
Revelações Impactantes
O inquérito revelou que a tragédia foi resultado de uma série de falhas recorrentes, incluindo problemas no sistema de degelo, operação em áreas propensas à formação de gelo, além de erros na execução dos procedimentos previstos pelo fabricante da aeronave. O relatório destacou que houve falhas de segurança que não foram devidamente corrigidas, culminando na fatalidade que chocou o país.
As investigações apontam que tripulações anteriores não registraram adequadamente problemas técnicos no diário de bordo para evitar a paralisação da aeronave. Além disso, o Despachante Operacional de Voo (DOV) permitiu a decolagem mesmo com equipamentos essenciais inoperantes e previsão de condições climáticas desfavoráveis durante o voo. Veja também: Como Usar o 5G no Brasil: Guia Completo e Prático.
Possíveis Consequências
Os envolvidos devem enfrentar processos criminais, sob a supervisão do Ministério Público Federal (MPF). A Voepass emitiu uma nota informando que aguardará o relatório oficial da PF para se pronunciar. Após o relatório da FAB, a empresa já havia se manifestado, enfatizando que o acidente foi o mais grave de sua história e que prestou apoio às famílias das vítimas desde o início do ocorrido.
Repercussão e Desdobramentos
Paralelamente à investigação da PF, o Cenipa conduziu suas próprias apurações sobre o acidente aéreo. Diversas perícias foram realizadas, incluindo a análise das caixas-pretas, reconstrução do voo, exames nos motores e sistemas da aeronave, entrevistas com envolvidos e estudo de milhares de voos da mesma frota da empresa. Essas investigações complementares buscam trazer mais esclarecimentos sobre a tragédia aérea que abalou a comunidade.
Fonte: https://g1.globo.com
