A Polícia Civil de São Paulo está investigando um influencer digital que foi denunciado por suspeita de usar inteligência artificial para manipular e sexualizar imagens de jovens evangélicas em igrejas. Antes de ser alvo dessa investigação, o influenciador Jefferson de Souza já havia causado polêmica ao criticar nas redes sociais as roupas usadas por jovens nas igrejas da Congregação Cristã do Brasil (CCB).
Em vídeos publicados em plataformas como TikTok, YouTube e Instagram, onde possui quase 50 mil seguidores, Jefferson fazia comentários sobre os trajes das fiéis, chegando a afirmar que os vestidos “marcam o corpo”. Ele também questionava o comportamento das jovens ao tirarem fotos dentro dos templos e compartilharem nas redes sociais.
Investigação e acusações
A polícia apura se Jefferson utilizou deep fake, uma técnica de inteligência artificial, para distorcer as imagens das jovens, incluindo adolescentes, e depois compartilhá-las na internet sem autorização. O influencer admitiu à polícia que utilizava essas fotos como base para seus vídeos, o que configuraria um crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O caso, que começou a ser investigado em fevereiro pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo, envolve acusações de simulação de cena de sexo ou pornografia com menores de 18 anos, além de difamação. Jefferson, que se apresenta como humorista e imitador, ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações.
Pedido de desculpas e repercussão
Em um vídeo posterior, Jefferson gravou um pedido de desculpas à Congregação Cristã do Brasil pelos comentários feitos anteriormente. Apesar disso, ele não mencionou as manipulações de imagens com inteligência artificial. Entre as vítimas do influencer está uma estudante adolescente que teve sua foto alterada sem autorização para aparecer de forma sensual em um vídeo compartilhado online.
Fonte: https://g1.globo.com
