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Inclusão e desafios: panorama das vagas para pessoas com deficiência

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma análise inédita realizada pela startup Egalite revelou que apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) oferecem cargos técnicos e de liderança. O levantamento considerou informações de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, especializado em projetos de empregabilidade para PcDs.

A maioria esmagadora das oportunidades disponibilizadas pelas empresas são para posições operacionais, representando 98,5% dos postos de trabalho. No entanto, 31% de todas as candidaturas espontâneas dos profissionais com deficiência são direcionadas para cargos gerenciais e técnicos.

Desafios e avanços na inclusão de PcDs no mercado de trabalho

Apesar do cenário desafiador, a pesquisa aponta para um progresso nas organizações comprometidas com a inclusão e crescimento efetivo desses profissionais. Metade das empresas analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições iniciais até cargos de liderança e especialistas, para PcDs, superando as cotas legais exigidas.

Djalma Scartezini, fundador da Egalite e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, destaca a predominância de vagas operacionais e a escassez de oportunidades de gerência para PcDs. Apesar disso, Scartezini reconhece que houve avanços nesse sentido.

Desafios na remuneração e modelo de trabalho

Um dado relevante da pesquisa é a pretensão salarial mediana dos candidatos PcD, que é de R$ 1.450, abaixo do salário mínimo vigente. Muitas vezes, esses profissionais chegam aos processos seletivos pedindo menos do que o devido, refletindo um viés de mercado que desvaloriza pessoas por características identitárias.

Outra dificuldade enfrentada é a redução das vagas de trabalho em formato remoto para PcDs. Segundo a Inclui PcD, o número de vagas híbridas ou remotas diminuiu significativamente, impactando a mobilidade e acessibilidade para pessoas com deficiência física.

O ambiente de trabalho em casa, por outro lado, beneficia profissionais neurodivergentes ao possibilitar a gestão de estímulos, adaptação do espaço de trabalho e redução da sobrecarga social.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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