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Homem preso por falsificar cachaça em fábrica clandestina no interior de sp

G1

Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária desmantelou, nesta quarta-feira, uma fábrica clandestina de cachaça na cidade de Franca, interior de São Paulo. A ação resultou na prisão em flagrante do proprietário do local, que também é dono de um depósito de bebidas situado no bairro Elimar, sob a suspeita de falsificação de bebidas alcoólicas.

A descoberta da fábrica foi motivada por uma denúncia anônima. As investigações preliminares revelaram um esquema engenhoso e ilegal. O suspeito adquiria garrafas retornáveis descartadas por moradores de rua. Após uma lavagem superficial, as embalagens eram reutilizadas para envasar uma mistura perigosa de álcool e corante artificial, simulando a aparência da cachaça tradicional.

O produto final, totalmente desprovido de controle de qualidade e sem qualquer autorização dos órgãos reguladores, era armazenado em grande quantidade e comercializado, colocando em risco a saúde dos consumidores.

A fábrica clandestina operava em uma residência localizada na Rua Francisco Oliveira, no Jardim Aeroporto I. Munidos de um mandado de busca e apreensão, agentes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), peritos da Polícia Científica e fiscais da Vigilância Sanitária ingressaram no imóvel.

No interior da casa, as autoridades encontraram uma infraestrutura precária e improvisada, composta por diversos tonéis de armazenamento, embalagens para bebidas e dois tanques adaptados com caixas d’água, que eram utilizados no processo clandestino de fabricação da bebida falsificada.

A Polícia Científica realizou perícia no local para coletar evidências e documentar as condições insalubres em que a bebida era produzida. Todo o material encontrado foi apreendido e será encaminhado para análise laboratorial, com o objetivo de identificar a composição exata da mistura e avaliar os riscos potenciais à saúde.

O indivíduo responsável pela fábrica clandestina foi detido e conduzido à sede da Dise, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para identificar possíveis cúmplices e determinar a extensão da distribuição da cachaça falsificada. O caso serve de alerta para os riscos associados ao consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa.

Fonte: g1.globo.com

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