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Guterres alerta para a crise no Haiti e pede ação internacional imediata

© ONU/Divulgação

Durante visita ao Haiti, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo contundente para que o mundo não ignore a crise humanitária que assola o país caribenho. Guterres classificou a situação como a mais grave no Hemisfério Ocidental e enfatizou a urgência de medidas efetivas para enfrentar a crise.

O secretário-geral esteve em um acampamento de deslocados internos no Haiti, onde se reuniu com a força internacional para discutir estratégias de combate às gangues que controlam áreas da capital, Porto Príncipe. Além disso, Guterres encontrou-se com o primeiro-ministro, Alix Didier Fils-Aimé, solicitando celeridade na transição política e reafirmando a importância do apoio global.

A violência armada tem assolado o Haiti, com instabilidade política e conflitos entre grupos armados, resultando em milhares de mortos e feridos. Mulheres e crianças são as maiores vítimas da insegurança, com um aumento alarmante de menores recrutados por gangues. Guterres destacou a necessidade de atenção urgente para proteger a população haitiana.

Desafios Humanitários

Segundo a ONU, mais de 6 milhões de haitianos enfrentam insegurança alimentar, com 1,5 milhão de pessoas deslocadas pela violência. Apesar dos esforços das agências humanitárias, a falta de compromisso da comunidade internacional tem limitado o auxílio necessário, com apenas 25% dos recursos obtidos para o Plano de Resposta Humanitária.

Guterres ressaltou que a solidariedade global é essencial para superar a crise no Haiti, destacando que o país não busca caridade, mas sim apoio concreto. Apesar dos desafios, o secretário-geral da ONU vislumbra uma mudança positiva em curso no Haiti, com sinais de recuperação em bairros de Porto Príncipe.

História e Resiliência

Guterres relembrou a Independência do Haiti, destacando a luta do povo haitiano pela liberdade e autodeterminação. A referência histórica à Batalha de Vertières, em 1803, contra colonizadores franceses, ressalta a força e resiliência do país. O Haiti, próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo, enfrenta desafios presentes, mas mantém viva a chama da esperança e da superação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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