O programa “Caminhos da Reportagem” da TV Brasil apresenta um novo episódio nesta segunda-feira, explorando o Geoparque Seridó: Patrimônio e Cultura do Sertão. A reportagem foi realizada pela UERN TV, parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública, e percorreu as cidades de Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas. O objetivo é apresentar os destaques deste patrimônio geológico que tem atraído cada vez mais reconhecimento e visitantes.
Reconhecido pela Unesco como um território de relevância mundial, o Geoparque abrange uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados, distribuídos em seis municípios do Seridó, na região centro-sul do Rio Grande do Norte. A área abriga cerca de 120 mil habitantes, incluindo comunidades quilombolas.
A Unesco reconheceu a região devido à implementação de estratégias para a preservação da diversidade cultural e o envolvimento das comunidades locais.
De acordo com Lucinéia de Araújo, condutora local, o amor pela região, a hospitalidade das pessoas e a gastronomia são fatores que contribuem para que o Geoparque seja uma referência.
O Geoparque Seridó também desenvolve ações educativas e de divulgação científica, recebendo pesquisadores e visitantes de instituições de ensino de diversas regiões do país. Aline Kunst, professora do Instituto Federal Farroupilha, do Rio Grande do Sul, relata que visita o Seridó para compreender a organização dos geossítios e o sistema de gestão, bem como o envolvimento da população com o Geoparque.
A professora Lucimar Vieira, da UFRGS, expressa seu encantamento com as paisagens do Seridó. Segundo ela, as paisagens cênicas proporcionam uma sensação de bem-estar e permitem imaginar a história do planeta, como uma janela para o passado.
Para o geólogo Silas Costa, a preservação dos geossítios é fundamental para recontar a história geológica da Terra. Ele explica que um geossítio, ou sítio geológico, é um local onde se pode narrar uma história geológica única do planeta. Costa enfatiza que a conservação desses geossítios, juntamente com o turismo e a educação, são elementos essenciais para o desenvolvimento sustentável dos geoparques.
Além de elementos de interesse arqueológico e paleontológico, como pinturas rupestres e fósseis, o Geoparque Seridó integra história, religiosidade, gastronomia e diversidade cultural e biológica.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
