O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao Ministério Público de São Paulo, apresentou uma denúncia contra quatro indivíduos acusados de monitorar de perto a rotina do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. As investigações apontam que esse grupo estava atuando em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os acusados, identificados como Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeira, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior, possuíam tarefas específicas no monitoramento das autoridades, incluindo a aquisição de armamento pesado. De acordo com o Ministério Público, a atuação dessas pessoas visava coletar informações detalhadas sobre as vítimas, com o objetivo de repassá-las para a ‘Sintonia Restrita’, setor do PCC responsável por ações estratégicas do grupo.
A denúncia destaca que Sergio e Adilson mantinham contato com outros núcleos da facção criminosa, com Sergio sendo responsável pela negociação da compra do armamento. O Ministério Público ressaltou que Sergio era o mais cauteloso em esconder conversas e transações, tendo conexões mais profundas com os escalões superiores da organização.
Investigação detalhada e atividades ilícitas
Segundo as investigações, os denunciados trabalharam em conjunto para levantar informações precisas sobre as rotinas, endereços e dados das autoridades públicas, visando possibilitar um possível atentado contra suas vidas. O promotor Juliano Carvalho Atoji, responsável pela denúncia, ressaltou a existência de um fluxo estruturado de informações dentro do grupo, onde os dados coletados eram repassados para ações estratégicas do PCC.
