Site icon Itapevi Noticias

Febraban defende Pix e rebate críticas dos EUA, negando barreira à concorrência

© Bruno Peres/Agência Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos, após críticas vindas do governo dos Estados Unidos. A entidade rejeitou as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou o Pix como um possível obstáculo à concorrência de empresas americanas no mercado brasileiro, alegando que tais conclusões foram baseadas em informações incompletas.

Em comunicado, a Febraban esclareceu que o Pix não tem finalidade comercial, operando como uma infraestrutura de pagamentos voltada para ampliar a competição entre as instituições financeiras e aumentar a eficiência do sistema financeiro.

Sistema aberto e não discriminatório

A Febraban também refutou a alegação de que o Pix seja discriminatório, destacando que não impõe barreiras à entrada de novos participantes, independentemente do porte ou segmento de atuação. A única exigência é que as empresas atuem no mercado nacional, uma vez que as transações são realizadas em reais, atendendo ao ambiente financeiro brasileiro.

Além disso, a entidade ressaltou que o Pix opera como uma plataforma aberta, acessível a todos os residentes do país, sejam brasileiros ou estrangeiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As transferências entre pessoas físicas são gratuitas, enquanto para empresas podem haver cobranças, sem distinção entre companhias nacionais e estrangeiras.

Impacto econômico e discussões tarifárias

A Febraban enfatizou que o Pix tem contribuído para a inclusão financeira, reduzindo custos e ampliando o acesso aos meios digitais de pagamento. O sistema também trouxe ganhos de eficiência para empresas, simplificando processos de cobrança e recebimento, especialmente em transações de menor valor.

Em relação às discussões tarifárias e à proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras pelos EUA a partir de 15 de julho, a Febraban espera que as contribuições do Banco Central, das instituições financeiras brasileiras e dos bancos americanos esclareçam os pontos levantados pelo USTR. A citação do Pix como possível limitador da atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais é contestada pelo sistema financeiro brasileiro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Exit mobile version