O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi solto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) após ter sido preso em flagrante durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Ele estava detido por porte de arma de guerra de uso restrito, fato ocorrido na última terça-feira (7).
A defesa de Canella alegou que a arma apreendida pertencia a um policial militar de sua escolta, identificado como Alexandre Paixão da Silva Júnior. Além da arma, foram encontradas outras armas, munições e relógios de luxo na residência do político.
Após a audiência de custódia, Márcio Canella foi transferido para a cadeia pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele havia deixado o cargo de prefeito para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.
Na decisão de liberdade provisória, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair do país, a entrega do passaporte, o recolhimento noturno e a obrigação de se apresentar em juízo semanalmente. Também foi solicitada à Polícia Federal a suspensão do porte de arma de fogo.
Operação Unha e Carne
A sexta fase da Operação Unha e Carne teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavagem de dinheiro, com a possível participação de agentes públicos. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o esquema teria movimentado mais de sete bilhões e meio de reais nos últimos seis anos.
As investigações relacionadas à decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas buscam conexões entre agentes públicos e grupos criminosos violentos atuantes no Rio de Janeiro.