Os Estados Unidos (EUA) intensificaram a pressão econômica sobre Cuba em um movimento recente de sanções que afetam a empresa estatal Gaesa e a joint venture Moa Nickel (MNSA), formada pela Companhia Geral de Níquel de Cuba e a empresa canadense Sherritt International. Esta decisão da Casa Branca resultou na suspensão imediata das atividades da empresa canadense em território cubano, impactando diretamente o setor niquelífero do país.
Impacto das Novas Sanções
A decisão norte-americana afeta não apenas a Gaesa, conglomerado de empresas estatais cubanas em diversos setores, como também a presidente da entidade, Ania Guillermina Lastres Morera. A medida surge em meio a um cenário de bloqueio naval contra a Venezuela, impactando as relações comerciais entre os países e a oferta de petróleo para Cuba, resultando em meses de escassez do recurso energético.
Críticas e Consequências
Especialistas apontam que as sanções podem agravar a crise econômica em Cuba, com impactos diretos na população, como a escassez de produtos básicos e a redução do transporte público. A historiadora Caridade Massón Sena alerta para a deterioração da situação, ressaltando a dificuldade enfrentada pelos cubanos diante da atual conjuntura.
As alegações dos EUA sobre corrupção na Gaesa são questionadas pela falta de provas concretas, gerando críticas à interferência estrangeira nos assuntos cubanos. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou as medidas como uma agressão unilateral contra a nação, reforçando a busca pela paz e autonomia diante das pressões externas.
