No dia das eleições de 2026, redes sociais como Meta, Kwai, Google, TikTok e YouTube continuaram veiculando anúncios políticos e recomendando conteúdos de candidatos, desrespeitando as regras eleitorais vigentes. De acordo com o Observatório das Big Techs da UFRJ, a circulação de propaganda paga ou impulsionada na internet é proibida nas 48 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas seguintes.
Irregularidades identificadas
O estudo apontou a veiculação de 568 anúncios irregulares nas plataformas da Meta, além de anúncios simulando comunicações do TSE. No Kwai, foram identificados 18 anúncios ativos no dia da votação, e no Google, um anúncio permanecia ativo de forma irregular. O TikTok e o YouTube também foram mencionados por recomendarem conteúdos de candidatos.
Falta de transparência e resposta das plataformas
O NetLab ressaltou que a falta de transparência por parte das grandes empresas de tecnologia dificulta a fiscalização e responsabilização por possíveis irregularidades. As plataformas, ao serem contatadas, afirmaram seu compromisso com a integridade do processo eleitoral e o cumprimento da legislação, apesar das falhas identificadas no estudo.
