A Polícia Federal finalizou as investigações sobre um grupo suspeito de operar um esquema milionário de lavagem de dinheiro para ocultar recursos do jogo do bicho e máquinas de azar em São José do Rio Preto (SP). O inquérito foi concluído com o indiciamento de oito integrantes, que agora aguardam a decisão do Ministério Público sobre o envio da denúncia à Justiça.
Nathan Malavasi, construtor conhecido por obras de alto padrão, é apontado como um dos principais alvos do esquema, juntamente com seu pai, Alessandro Marcos Malavasi. O grupo movimentou mais de R$ 100 milhões em saques em espécie, usando empresas de fachada e máquinas de cartão para efetuar transações financeiras ligadas ao jogo do bicho e vídeo-bingo.
Estrutura do esquema e o modus operandi
A organização criminosa agia inicialmente em Rio Preto, expandindo suas operações para o Rio de Janeiro e outros estados a partir de 2014. Alessandro Malavasi era o foco das investigações desde 2015, mas após seu indiciamento, seu filho Nathan assumiu o comando das operações, ampliando a rede criminosa com novas empresas de fachada e operadores para lavar o dinheiro proveniente dos jogos de azar.
O esquema consistia em usar máquinas de cartão vinculadas a empresas fictícias para pontos de exploração ilegal de jogos, como o bicho e vídeo-bingo. Os valores recebidos passavam por contas de passagem, sofriam antecipação de crédito e eram sacados em espécie, totalizando mais de R$ 100 milhões. A estratégia visava dificultar a rastreabilidade bancária e misturar recursos lícitos e ilícitos.
Impacto e desdobramentos
Com a revelação do esquema, a Polícia Federal constatou que o grupo movimentou cerca de R$ 2 bilhões, levando a crer na dimensão do esquema de lavagem de dinheiro. Os investigadores identificaram saques recorrentes de grandes quantias em dinheiro, evidenciando a ligação com o jogo do bicho. A população aguarda agora as próximas ações do Ministério Público e da Justiça para punir os responsáveis e coibir atividades ilegais.
Fonte: https://g1.globo.com
