A apresentação do relatório da PEC 6×1, que traz mudanças significativas na jornada de trabalho, foi adiada para a próxima segunda-feira. Inicialmente prevista para esta quarta-feira (20), a exibição do relatório foi postergada devido à falta de consenso, principalmente em relação à regra de transição.
O presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana, e o relator Léo Prates, juntamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o líder do governo na casa, Paulo Pimenta, se reuniram na última terça-feira para discutir os pontos divergentes.
O ponto mais crucial do projeto já está definido: a redução da jornada para 5 dias de trabalho e 2 dias de folga, sem diminuição de salário. No entanto, a questão da transição ainda gera discordância. Enquanto o governo defende um prazo mais curto, a oposição propõe até 10 anos, apresentando emendas nesse sentido.
Diálogo em andamento
De acordo com o deputado Alencar Santana, o adiamento se deve à necessidade de esclarecer pontos e chegar a um consenso. O cronograma permanece inalterado, com a apresentação do relatório na próxima segunda-feira, seguida pela votação na comissão e, posteriormente, no plenário.
Após a aprovação na Câmara, a PEC seguirá para o Senado, onde novas discussões e negociações serão travadas. Não há garantias de que a votação ocorrerá antes das eleições de outubro.
O líder do governo, deputado Paulo Pimenta, ressaltou a importância de agir com cautela: “Uma coisa de cada vez”.
