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Eleições no Peru: Sanchéz ultrapassa Fujimori em apuração acirrada

© REUTERS/Alessandro Cinque/Proibida reprodução

A contagem de votos para a presidência do Peru se tornou uma disputa acirrada, com o candidato de esquerda, Roberto Sanchéz Palomino, ultrapassando numericamente a candidata de direita, Keiko Fujimori, com 93,9% das urnas apuradas. Até o momento, Sánchez possui 50,008% dos votos, enquanto Keiko conta com 49,992%. Inicialmente atrás de sua adversária, Sanchéz conseguiu reduzir a diferença gradualmente até ultrapassar a candidata da direita peruana. Os números atuais mostram Sanchéz com 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko.

Apesar da pequena vantagem de 4,9 mil votos de Sanchéz sobre Fujimori, em um universo de 27 milhões de eleitores aptos, o resultado ainda não está definido, pois cerca de 4,6 mil urnas ainda precisam ser apuradas, de acordo com a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.

Disputa geopolítica e contexto eleitoral

O resultado das eleições no Peru é crucial para a América do Sul, pois reflete a correlação de forças na região. Uma vitória de Keiko Fujimori representaria uma aproximação maior com o governo dos Estados Unidos, enquanto Sanchéz tende a manter relações mais próximas com investimentos chineses. A incerteza persiste devido à apuração das atas de regiões onde cada candidato possui mais apoio.

Keiko Fujimori x Roberto Sanchéz

Os candidatos Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam a presidência do Peru para o período de 2026 a 2031, em meio a uma crise política que resultou em diversos presidentes nos últimos anos. Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, enfrenta sua quarta eleição no segundo turno, enquanto Sanchéz, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, busca ampliar seus apoios com uma plataforma moderada.

Sanchéz, psicólogo de formação e ex-ministro, adotou um tom mais moderado após o primeiro turno das eleições, ajustando sua plataforma para atrair novos apoiadores. Enquanto renunciou à proposta de nacionalização de empresas estratégicas, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para elaborar uma nova Constituição, em substituição à atual, legado do período fujimorista.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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