No Brasil, cerca de 30 mil crianças nascem anualmente com algum tipo de malformação cardíaca, segundo dados do Ministério da Saúde. Neste Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca a crescente importância do acesso precoce ao diagnóstico no país.
Renata ressalta que, embora haja diferenças regionais de acesso, o diagnóstico e tratamento das cardiopatias estão melhorando significativamente. A especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas aponta que a detecção precoce e o acompanhamento especializado são essenciais para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes.
Diagnóstico e Tratamento
A cardiologista explica que as cardiopatias congênitas abrangem diversas doenças cardíacas, com diferentes níveis de gravidade, que ocorrem durante a formação do feto. O diagnóstico ainda durante a gestação pode permitir intervenções cirúrgicas em casos específicos, impactando no planejamento do parto e garantindo tratamento imediato após o nascimento.
Renata destaca a importância de os pais estarem atentos a sinais como dificuldade de ganho de peso, problemas respiratórios e sintomas de oxigenação inadequada, que podem indicar problemas cardíacos.
Vida Normal e Acompanhamento
Apesar da complexidade de algumas cardiopatias, muitos casos podem ser resolvidos com um único procedimento. A cardiologista enfatiza que, com diagnóstico adequado, a maioria dos pacientes pode levar uma vida normal, realizando atividades físicas e tendo acompanhamento médico regular.
Renata ressalta que, à medida que os pacientes envelhecem, é crucial monitorar possíveis complicações associadas à idade adulta, como hipertensão e colesterol alto. Pacientes como Nathan Senna Alves, diagnosticado com cardiopatia congênita, exemplificam a importância do tratamento especializado desde a infância para garantir qualidade de vida.
