Nesta segunda-feira (25), comemora-se o Dia da África, um continente que tem aproveitado a ascensão da China para impulsionar seu próprio desenvolvimento. Parcerias na construção de infraestruturas de transporte, energia e indústrias têm sido fundamentais nesse processo. Enquanto isso, os Estados Unidos buscam competir com Pequim no continente, e as lideranças africanas almejam um papel de destaque no cenário global.
Transformações econômicas impulsionam parcerias estratégicas
O deslocamento do centro da economia global da Europa e dos Estados Unidos para a Ásia, por meio da ascensão da China, tem impactado profundamente os países africanos. Com a China como principal parceiro comercial, com um volume de US$ 295 bilhões em trocas comerciais em 2024, o continente africano tem se beneficiado significativamente dessa relação. A cooperação tem se refletido em projetos como o Parque Industrial PK24, na Costa do Marfim, que representa um marco importante na busca por integrar a cadeia de valor global.
Liderança africana na Rota da Seda
Em 2025, a África se destacou como o destino principal dos investimentos chineses da Nova Rota da Seda, demonstrando um crescimento significativo em relação aos anos anteriores. Países como Nigéria e República do Congo foram os que mais receberam investimentos, impulsionando a infraestrutura e o comércio no continente. Veja também: Entenda os Direitos do Preso Provisório no Brasil.
A professora Elga Lessa de Almeida, da UFBA, destaca que a presença da China na África tem sido mais diplomática e econômica do que imposta militarmente, como muitas vezes acontece com os Estados Unidos. Essa abordagem tem proporcionado mais autonomia às lideranças africanas, que têm mais voz nas decisões sobre investimentos e projetos.
Outros parceiros estratégicos da África
Além da China, a Rússia também tem se destacado como um parceiro importante para os países africanos, especialmente na área de infraestrutura energética. Investimentos em centrais elétricas e usinas nucleares têm sido fundamentais para suprir as necessidades do continente. A relação entre Angola e China, por exemplo, é um exemplo de parceria bem-sucedida que contribuiu para o desenvolvimento do país após anos de dependência do petróleo.
