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Desafios e Avanços na Luta Antimanicomial: O Tratamento Humanizado em Questão

© Fernando Frazão/Agência Brasil

No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado nesta segunda-feira (18), especialistas apontam que, apesar dos avanços no cuidado de pessoas com transtornos mentais, o desafio do tratamento humanizado ainda persiste no Brasil.

Há 25 anos, em abril, a Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial, foi um marco. Especialistas destacam barreiras como a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a necessidade de maior interlocução do governo federal com movimentos sociais e organizações atuantes na causa.

Reforma Psiquiátrica e Rede de Atenção Psicossocial

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) e outras entidades defendem a continuidade da reforma psiquiátrica, que propõe substituir estruturas manicomiais pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A Raps abrange diversos serviços, como Caps e UAs, visando o cuidado integral e humanizado.

Comunidades Terapêuticas em Debate

As comunidades terapêuticas, voltadas a pessoas com problemas de dependência química, são alvo de críticas. Ana Paula Guljor, da Abrasme, destaca que reproduzem práticas manicomiais e carecem de regulamentação adequada, recebendo verbas públicas questionáveis. Veja também: Dieta BARF para cães: Entenda seus Benefícios e Cuidados.

Envolvendo cinco conselhos nacionais, a oposição a essas práticas cresce. Relatórios de violações de direitos e a falta de monitoramento efetivo são temas recorrentes. O governo, por sua vez, busca maior transparência na gestão dessas instituições.

Desafios e Perspectivas Futuras

O debate sobre tratamento humanizado na saúde mental continua, com a necessidade de revisão de normas e diretrizes. A política de segurança também é questionada por sua influência nas políticas de saúde mental e drogas.

“Em São Paulo, se propõe a instalação de câmeras nas antessalas, nos halls das instituições que atendem pessoas usuárias de drogas, você restringe o acesso”, reflete Ana Paula Guljor.

Iniciativas como o Programa De Braços Abertos, em São Paulo, demonstram alternativas eficazes para lidar com a vulnerabilidade de usuários de drogas, apontando para possíveis caminhos na luta antimanicomial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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