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Crime organizado exige ação nacional coordenada, alerta procurador do rj

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, defendeu nesta sexta-feira a necessidade de uma articulação nacional e de políticas de Estado, em vez de governo, na área de segurança pública para combater o crime organizado. A declaração foi feita durante o Congresso Nacional do Ministério Público, realizado em Brasília.

Moreira enfatizou que o Estado precisa apresentar uma resposta consistente frente à escalada da criminalidade, sob pena de perder sua legitimidade. Ele ressaltou a importância de o Ministério Público atuar de forma coordenada e integrada, com uma estrutura adequada, em vez de forma isolada.

O procurador descreveu o cenário atual como grave, mencionando o expressivo volume financeiro movimentado pelas organizações criminosas. No caso específico do Rio de Janeiro, ele destacou o alarmante poderio bélico das facções, que contam com verdadeiros exércitos equipados.

“O que há no Brasil é muito grave. A criminalidade organizada, historicamente subestimada, movimenta quantias vultosas, com enorme poder corruptor, capazes inclusive de desequilibrar a economia formal”, afirmou o procurador-geral. Ele ainda reforçou que o Ministério Público deve atuar com prudência, equilíbrio e independência, evitando radicalismos ideológicos.

Moreira alertou para os extremos a serem evitados na atuação do Ministério Público. “Não podemos aderir nem a discursos que pregam o processo penal mínimo, nem a concepções que propõem a extinção do direito penal”, concluiu.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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