A concessionária Urbia decidiu devolver a concessão dos Parques Estaduais da Cantareira e Alberto Löfgren, conhecido como Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo. A informação foi confirmada pelo secretário de Parcerias em Investimentos do governo paulista, Rafael Benini. A empresa justificou sua decisão alegando dificuldades em rentabilizar a operação, mesmo após cumprir os investimentos previstos. O contrato, assinado em 2022, previa R$ 45 milhões em investimentos ao longo de 30 anos.
Governo de SP estuda nova licitação para os parques
Diante da devolução da concessão, o governo estadual incluiu novamente os parques no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para a realização de estudos visando uma nova licitação. O objetivo é garantir a continuidade da administração dos parques durante o processo de transição para uma nova empresa. Um termo aditivo será assinado para ajustar as obrigações da Urbia durante esse período, e o processo deve ser concluído no próximo ano.
O contrato com a Urbia estabelece que a empresa arcará com qualquer prejuízo operacional, mas terá direito a indenização pelos investimentos não amortizados. Os Parques Cantareira e Horto Florestal são espaços importantes para a região metropolitana de São Paulo, oferecendo áreas verdes, trilhas e mirantes para os visitantes apreciarem.
Concessão conturbada desde 2022
A concessão dos parques Cantareira e Horto Florestal teve início em 2022, após a Construcap, controladora da Urbia, vencer a licitação. O contrato previa investimentos significativos ao longo de 30 anos, visando modernizar a infraestrutura sem prejudicar o meio ambiente. Enquanto o acesso ao Horto Florestal permanecia gratuito, o valor do ingresso para o Parque da Cantareira foi consideravelmente aumentado, passando de R$ 16 para R$ 60.
Os Parques Estaduais da Cantareira e Horto Florestal são essenciais para a preservação da Mata Atlântica em área urbana, além de proporcionarem lazer e contato com a natureza para os moradores da região. A devolução da concessão pela Urbia abre caminho para um novo capítulo na administração desses importantes patrimônios naturais de São Paulo.
Fonte: https://g1.globo.com
